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Inflação do aluguel dispara, dicas para donos e inquilinos

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Nos últimos meses a disparada da inflação do aluguel teve uma alta de 17,94%, segundo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), o IGP-M serve como referência para a maior parte dos reajustes de locação de casas, apartamentos e imóveis comerciais.

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O que é o IGP-M?

Popularmente chamado de inflação do aluguel, o indicador é calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Reflete o comportamento de preços diversos, de matérias-primas agrícolas e industriais a bens e serviços.

Para o reajuste de aluguel, é usada a variação do IGP-M em 12 meses. No acumulado até setembro, o indicador registra alta de 17,94%. Os contratos costumam ser reajustados com a variação registrada até o mês anterior.

Por exemplo: se o mês de atualização do aluguel é outubro, vale o acumulado de 12 meses até setembro.

Dicas para inquilinos

  • Em locações feitas por imobiliárias, o primeiro passo para renegociar contratos é comunicar a imobiliária. São elas que podem fazer a interlocução com os proprietários dos imóveis. Quando não há presença das imobiliárias, a dica é entrar em contato diretamente com o atual proprietário do imóvel.
  • Se você teve perda de renda ou faturamento durante a pandemia, é recomendável reunir documentos que comprovem a redução nos seus ganhos. Sugerir valores de aluguel que cabem no bolso também pode ajudar nas tratativas.
  • Caso não haja acordo nas renegociações diretas ou junto a imobiliárias, inquilinos podem acionar a Justiça para pedir a revisão de contratos. No entanto, não há garantia de sucesso.
  • Em um aluguel com prazo determinado, o inquilino pode permanecer no imóvel pelo menos até o fim do contrato, caso não cometa infrações, entre elas, deixar de pagar o aluguel. Com período indeterminado, a situação muda. Se o dono não aceitar rever o valor na Justiça, pode solicitar de imediato a desocupação do imóvel.

 

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Dicas para proprietários

  • Avalie se o preço de aluguel está adequado às condições do imóvel. Comparar o valor com o de locais similares pode ser útil.
  • O proprietário não é obrigado a aceitar redução no preço cobrado. Entretanto, a baixa no valor do aluguel pode ser adequada durante período de forte crise econômica.
  • É que, diante das dificuldades geradas pela pandemia, encontrar novo inquilino pode ficar mais difícil. Enquanto o imóvel estiver vazio, pode haver gasto com manutenção, além de IPTU e taxas de condomínio.
  • Analise o histórico do inquilino. Se ele não costuma atrasar pagamentos, pode haver incentivo para uma readequação contratual.

Consultor,
Marcus Vinicius Tatagiba.

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